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Ventania e queda de árvores: confira o que os seguros cobrem

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02/05/2019 - Globo

Para residências e empresas, é preciso contratar cobertura específica

Após a ventania e a chuva que assolaram o Rio na noite de domingo , carros e casas tiveram danos por conta da queda de árvores, postes ou dos fortes ventos. Até as 9h30m, a prefeitura havia confirmado a queda de 113 árvores e galhos pela cidade. Fora isso, muitas ruas estavam há mais de 12 horas sem luz (saiba o que fazer em caso de prejuízos com a queda de energia ). Apesar dos percalços, quem tem seguro pode ter os danos causados a veículos e imóveis minimizados.

A imensa maioria dos seguros de automóveis comercializados no país — os chamados completos ou compreensivos, que têm uma cobertura mais ampla — prevê indenização para vendaval e queda de árvores, granizo e raio, além de colisão, incêndio, roubo e furto e alagamento. Neste caso, há cobertura para queda de árvores, galhos e outros objetos sobre o veículos, que danifiquem tanto o casco como os vidros dos veículos.

No caso de residência e empresas, alerta o professor José Varanda, coordenador de Graduação da Escola Nacional de Seguros, é preciso de contratar uma cobertura específica para ventos fortes, denominada “vendaval”, que inclui as categorias de vendaval, furacão, ciclone e tornado:

— Esta modalidade cobre qualquer dano causado por ventos com velocidade superior a 54km/hora. É um seguro barato. Ao contratar um seguro básico residencial, a pessoa pede para incluir essa cobertura adicional, que não pesa muito no valor final da apólice.

Varanda acrescenta que, ao contratar este adicional, há cobertura para qualquer dano causado à estrutura do imóvel, incluindo quebra de vidros de portas e janelas e telhado, além de seu conteúdo.

Quanto aos toldos, o professor lembra que as companhias normalmente não cobrem o equipamento, mas atualmente já aceitam a inclusão do item quando o segurado solicita e paga uma taxa extra.

Ao primeiro sinal de ventos e chuva fortes, o primeiro cuidado a ser tomado é manter janelas e portas bem fechadas, para evitar a entrada de água ou objetos no interior do veículo ou do imóvel. A dica vale tanto para carro, residência ou empresas, ressalta Varanda:

— Caso a perícia comprove que houve imprudência da pessoa e isto aumentou o dano, há risco de perda parcial ou integral da cobertura.

Confira os tipos de seguros

Proteção para veículos

Cobertura compreensiva básica . É o seguro de casco. Inclui, além de colisão, incêndio, roubo e furto e alagamento, queda de árvore, vendaval, granizo, raio e explosão.

Alagamento . Se a água atingiu o painel e houver pane elétrica, a indenização é integral. Se afetou tapete e bancos, é feita a higienização e uma avaliação dos danos. A cobertura é parcial. Se não for possível recuperar os bancos, serão trocados.

Coberturas opcionais . O segurado pode incluir proteção aos vidros (janelas, lanternas, faróis e retrovisores), carro reserva, motorista da rodada e lucros cessantes (para quem usa o veículo para o exercício do trabalho, como os taxistas).

Roubo, furto e incêndio . Abrange apenas os riscos de raio, incêndio, explosão e roubo/furto.

Responsabilidade civil . O veículo de quem contratou o seguro não tem nenhuma proteção. Cobre danos materiais ou pessoais apenas contra terceiros.

Proteção para residências

Cobertura básica . Vale para incêndio, queda de raio, explosão e fumaça de qualquer causa ou natureza.

Danos elétricos . É preciso contratar um seguro específico. Cobre danos a eletroeletrônicos e instalações elétricas em razão de curto circuito e variação de tensão.

Danos por causas naturais . Cobre danos causados por eventos da natureza, como vendaval, furacão, tornado, queda de granizo, desmoronamento e inundação. Requer contratação específica para este tipo de cobertura.

Roubo . Cobre roubo de bens com emprego de violência ou mediante arrombamento de um dos acessos da residência. Não cobre furtos simples, desaparecimento ou extravio de objetos.