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Enfim, um seguro para os jogadores

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14/03/2016 - Estadão | Blog do Almir Leite

Que a CBF vive debaixo de críticas, a grande maioria merecidas, pelas coisas nocivas que faz e a boas que deixa de fazer para o futebol brasileiro, não é novidade para ninguém. No entanto, a entidade em algumas ocasiões também apresenta iniciativas positivas. Uma delas é o seguro para os jogadores.

É uma iniciativa salutar, ainda mais considerando-se que a esmagadora maioria dos atletas profissionais do futebol brasileiro vive praticamente à míngua, com salários baixíssimos e condições de trabalho deploráveis. E, muitas vezes, quando um desses menos afortunados sofre uma grave contusão, por exemplo, fica ao Deus dará.

Esse seguro não é a oitava maravilha do mundo, mas pode ajudar jogadores que se veem em situação complicada. Feito com um banco parceiro da entidade, ao custo de R$ 1 milhão de reais, se propõe àquelas coberturas padrões, como morte, acidente de trabalho, invalidez temporária e permanente.

Faltam maiores detalhes, mas, pelo que a própria CBF divulgou, o seguro cobrirá cerca de 10 mil atletas profissionais registrados na entidade, com cobertura equivalente a 12 vezes o salário.

Recentemente, a CBF divulgou estudo dando conta que 82,40% dos jogadores brasileiros ganham até R$ 1 mil reais. E que há, ou havia em 2015, 28.203 registros de jogadores de futebol no País.

Como o seguro abrangerá apenas cerca de 10 mil, uma das dúvidas é sobre como ficará a situação dos outros 18 mil – será que há tantos não-profissionais assim? Ou que o estudo considerou mais de um registro anual por jogador (tem gente que em 12 meses passa por três clubes)?

De qualquer maneira, ao que tudo indica esse seguro é um avanço